quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Hiato


Sempre quis ser
uma das vogais do ditongo
Mas acho que nasci pra ser
uma das sílabas de um hiato...

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E assim declaro um hiato por tempo indefinido daqui. Já faz algum tempo que tenho sentido que minha produção aqui no blog anda com uma qualidade muito baixa e insatisfatória pra mim. Então vou ficar de molho por um tempo e talvez eu volte daqui a algumas semanas, ou alguns meses, quem sabe...
Agora meus versos tortos encontrarão espaço apenas nas páginas dos meus cadernos surrados e suas páginas quase rasgadas...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Mesmo

Mesmos temas, mesmos problemas
mesmos lemas, mesmos esquemas
E apenas os mesmos dilemas,
não temas, não vale à pena...

mas pra quê?

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cometa

Não cometo mais o mesmo erro
caso você não cometa também
Cometa e meteoros chovendo no céu
são como a luz dos teus olhos no véu
da noite

Não cometo mais o mesmo erro
caso você não cometa também
Não cometa nem comprometa mais
a tudo que você não é mais capaz
de dar a este pobre rapaz

Não cometo mais o mesmo erro
caso você admita pra si
Que tudo foi um erro,
que não foi culpa de ninguém
e prometa e não cometa
em rota de colisão
com o meu coração

Nah #1

Noite adentro... nem ouço mais os taques. Só os tiques que povoam minha mente.
Difícil saber se há saída. Nenhum território é livre mais. Nem o onírico. Lá deixou de ser refúgios há tempos. Refúgio ou subterfúgio, não sei o que e nem sei se faz diferença.
Ou se faz alguma diferença.
Só sei que a beira pode ser muito maior que o fundo.
Nem sei se só sei ou se sei só.
Sei só. Acho mais apropriado. Só.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Querido Diário #5: Felicidade ilusória ou negação pertinente

Esta última semana estava bem. Bem de verdade. Bem do tipo acordar inspirado para o dia que nasce.

Isso tudo ainda é meio confuso quanto a causa e efeito, mas o fato supracitado é incontestável (devo lembrar que ultimamente eu tenho usado umas palavras tão bonitas que as pessoas até pensam que eu tenho vocabulário :p )

Angústias tiraram férias e ainda não voltaram. Tá mais pra uma aflição. Como um medo bem irracional de que a luz no fim do túnel que eu tinha começado a enxergar, na verdade, fosse uma lâmpada elétrica incandescente que agora está intermitente (viu só? Palavra bonita de novo), dando sinais de que vai queimar.

Mas não pode queimar, não quero deixar. Até porque a luz do sol não se vai se esvair (pelo menos não nos próximos sete bilhões de anos). Espero que seja só um momento. Vista cansada, sei lá...

Sei lá mesmo, viu?

sábado, 21 de julho de 2012

Dia desses...

Dia desses me peguei perguntando se não foi você
[quem despertou a música
em mim
aquela que estava adormecida,
anestesiada, fugida e evitada
mas existente
e latente

Dia desses me peguei perguntando se não foi você
[pra quem cantei minhas todas aquelas
canções
pra quem ousei combinar acordes
mesmo sem ter dica nenhuma
do que fazer
e harmonizar

Dia desses me peguei perguntando se foi pra você
Dia desses me peguei perguntando se foi por você
Dia desses me peguei perguntando se foi você
Dia desses me peguei perguntando quem foi você
e quem é agora
e quem fui eu
e quem sou agora

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Duna e Ampulheta

Meu amigo, meu irmão
assustado disse não
Mas eu não disse o que quis dizer
E nem quis dizer o que disse
Não que fizesse alguma diferença...

Agora as areias do tempo
fazem-se nas dunas que ando
e canto

Canto pro silêncio
canto pra mim
canto por mim
que é o que é mais importante por agora

domingo, 15 de julho de 2012

Liberdade Condicional

Episódio VII

- Aquele dia você disse que me amava, que eu era tudo. Disse que eu era perfeita.
- ...
- Você disse que faria tudo por mim. Hoje você mal fala comigo...
- ...
O silêncio foi interrompido pelos passos que se afastavam de Enzo. Ali, sereno, sem saber se por calma ou por desespero, limitou-se a dizer, meio que sem intenção de ser ouvido:
- Mas eu ainda faria tudo. Qualquer coisa. Mas é que...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Vamos para a lua

(dedicado à Cinthya)

Vamos para a lua
aqui na Terra está tão chato...
a culpa não é minha ou sua
e mesmo assim, ralamos no asfalto

Vamos para a lua
ou algum lugar qualquer
não é por mera coincidência
que andamos tanto a pé

Vamos para a lua
ou qualquer lugar a esmo
um lugar sereno e calmo
um lugar pra dar sossego

Vamos para a lua
esta é a chance derradeira
talvez lá a gente descubra
qual é a coisa verdadeira...

domingo, 17 de junho de 2012

Buquê de Sangue

Uma rosa, duas rosas, três rosas,
quatro rosas, cinco rosas, um buquê
todas vermelhas
tingidas por sangue
derramado do espinho
tudo por seguir um caminho
que tomou errado sem porquê...