quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Naveguei

Um afago, desabafo
um chocolate meio-amargo
sorvete, alfajor e um abraço
nada fora do tratado

Um par de olhos, um oceano
e me encontro à deriva

Um lampejo, uma coincidência
um desejo, uma inconsequência
um ritmo, uma cadência
uma latência, uma ardência

Um par de olhos, um oceano
e me encontro navegando
Nem sei se sou eu quem me navega
eu só me deixo navegar...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Querido Diário #6 - Dois mil e dorze


É, galhéara. Mais um ano chegando ao fim. E aqui venho eu com a tradicional postagem de fim de ano. Tradicional por que eu faço desde 2009, pulando somente 2010, o que faz incríveis.......... DUAS POSTAGENS. De qualquer forma, farei disto uma tradição. E outra coisa que me pegou de surpresa foi ver que já faz mais de QUATRO ANOS que eu tenho este blog. Isso é tempo pra caralho!!! Talvez outro dia, quando eu voltar do hiatus que aqui propus, eu escreva sobre isso. Voltemos ao tópico real da conversa.

2012. Que ano escroto. O sentido ruim de escroto. Eu, relendo os posts antigos, vi que pensava que 2009 tinha sido um ano difícil... Eu mal perdia por esperar! 2012 já começou dando uma porrada na minha cara. Daí pra frente foi ladeira abaixo. Tiveram momentos bons (ah, Rio de Janeiro...), mas o que teve de dia ruim não foi pouco. Ruim de doer o estômago. E o corpo todo. Muito.

Em post anterior eu disse que 2011 tinha sido um ano de pessoas. 2012 também. Mas em um sentido muuuuuuuito diferente do que eu quis dizer no outro ano. Este foi um ano de cunho muito mais íntimo e sentimental. Um ano daquelas viradas de mesa incríveis onde você descobre novas pessoas nas pessoas que você já conhece e algumas assumem papel totalmente diferente do que antes tinham no seu círculo social.

Este ano, acima de tudo, descobri o valor da amizade. Ter aquelas pessoas que fariam (e fizeram) uma viagem toda só pra garantir que você fique bem... (e isso pra dizer o mínimo!) realmente não tem preço.

Mas o importante de tudo é que, apesar dos solavancos que a vida me deu, que desta vez foram os mais fortes que já me aconteceram, eu consegui levantar. Não sei exatamente de onde, mas consegui juntar forças e me reerguer. E os amigos têm muito crédito nisso. Hoje finalmente consigo ter um olhar otimista diante das coisas, posso fazer planos novamente e sonhar alto, algo que já tinha esquecido como fazer.

Nem tudo está perfeito, mas também nunca estará. Ainda há dias ruins, mas dias bons são maioria dominante. Assim estou e assim pretendo continuar, pois o futuro me espera e eu tô chegando lá! Afinal, "Dois Mil e Treze" tem 13 letras, assim como Pedrinho Paiva. 2013 vai ser o meu ano e não vou deixar ninguém (nem mesmo eu) tirar isso de mim.

Câmbio, desligo.

sábado, 20 de outubro de 2012

Tocando o sino...


Fracas rimas
Quase um hino
Meu destino,
minha sina
não me fascina

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Hiato


Sempre quis ser
uma das vogais do ditongo
Mas acho que nasci pra ser
uma das sílabas de um hiato...

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E assim declaro um hiato por tempo indefinido daqui. Já faz algum tempo que tenho sentido que minha produção aqui no blog anda com uma qualidade muito baixa e insatisfatória pra mim. Então vou ficar de molho por um tempo e talvez eu volte daqui a algumas semanas, ou alguns meses, quem sabe...
Agora meus versos tortos encontrarão espaço apenas nas páginas dos meus cadernos surrados e suas páginas quase rasgadas...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Mesmo

Mesmos temas, mesmos problemas
mesmos lemas, mesmos esquemas
E apenas os mesmos dilemas,
não temas, não vale à pena...

mas pra quê?

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cometa

Não cometo mais o mesmo erro
caso você não cometa também
Cometa e meteoros chovendo no céu
são como a luz dos teus olhos no véu
da noite

Não cometo mais o mesmo erro
caso você não cometa também
Não cometa nem comprometa mais
a tudo que você não é mais capaz
de dar a este pobre rapaz

Não cometo mais o mesmo erro
caso você admita pra si
Que tudo foi um erro,
que não foi culpa de ninguém
e prometa e não cometa
em rota de colisão
com o meu coração

Nah #1

Noite adentro... nem ouço mais os taques. Só os tiques que povoam minha mente.
Difícil saber se há saída. Nenhum território é livre mais. Nem o onírico. Lá deixou de ser refúgios há tempos. Refúgio ou subterfúgio, não sei o que e nem sei se faz diferença.
Ou se faz alguma diferença.
Só sei que a beira pode ser muito maior que o fundo.
Nem sei se só sei ou se sei só.
Sei só. Acho mais apropriado. Só.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Querido Diário #5: Felicidade ilusória ou negação pertinente

Esta última semana estava bem. Bem de verdade. Bem do tipo acordar inspirado para o dia que nasce.

Isso tudo ainda é meio confuso quanto a causa e efeito, mas o fato supracitado é incontestável (devo lembrar que ultimamente eu tenho usado umas palavras tão bonitas que as pessoas até pensam que eu tenho vocabulário :p )

Angústias tiraram férias e ainda não voltaram. Tá mais pra uma aflição. Como um medo bem irracional de que a luz no fim do túnel que eu tinha começado a enxergar, na verdade, fosse uma lâmpada elétrica incandescente que agora está intermitente (viu só? Palavra bonita de novo), dando sinais de que vai queimar.

Mas não pode queimar, não quero deixar. Até porque a luz do sol não se vai se esvair (pelo menos não nos próximos sete bilhões de anos). Espero que seja só um momento. Vista cansada, sei lá...

Sei lá mesmo, viu?

sábado, 21 de julho de 2012

Dia desses...

Dia desses me peguei perguntando se não foi você
[quem despertou a música
em mim
aquela que estava adormecida,
anestesiada, fugida e evitada
mas existente
e latente

Dia desses me peguei perguntando se não foi você
[pra quem cantei minhas todas aquelas
canções
pra quem ousei combinar acordes
mesmo sem ter dica nenhuma
do que fazer
e harmonizar

Dia desses me peguei perguntando se foi pra você
Dia desses me peguei perguntando se foi por você
Dia desses me peguei perguntando se foi você
Dia desses me peguei perguntando quem foi você
e quem é agora
e quem fui eu
e quem sou agora

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Duna e Ampulheta

Meu amigo, meu irmão
assustado disse não
Mas eu não disse o que quis dizer
E nem quis dizer o que disse
Não que fizesse alguma diferença...

Agora as areias do tempo
fazem-se nas dunas que ando
e canto

Canto pro silêncio
canto pra mim
canto por mim
que é o que é mais importante por agora